Automação Industrial

4jun

O berço da soja no mundo é a região Asiática, mais precisamente sendo originária de um lugar chamado “Manchúria” que fica localizado no nordeste da China, trazida para a Europa no século XVII ela permaneceu até então por mais de 200 anos apenas como uma simples planta botânica. No Novo Mundo marcou sua presença em 1890 nos Estados Unidos onde foi cultivada como forrageira, na década de 1940 chegou ao Paraguai e em 1950 na Argentina e México.

 

No ano de 1822 no estado da Bahia surgiram as primeiras referências sobre a planta, inicialmente neste estado o cultivo da soja não sofreu boa adaptação, somente no ano de 1908 é que desembarcou no Brasil a primeira destinada ao consumo humano trazida pelos japoneses. Oficialmente a cultura foi introduzida no estado do Rio Grande do Sul em 1914, tendo como região pioneira o município de Santa Rosa, porém o plantio comercial só foi iniciado efetivamente em 1924.

 

A soja atual como conhecemos e cujo nome científico é “Glycine max (L) Merrill” é uma planta da família Fabaceae (leguminosas), seu formato de grão é arredondado de coloração amarela. Fracionando o grão obtemos 4% de minerais, 5% de fibras, 9% de água, 18% de óleo, 24% de açúcares e 40% de proteína. A maior importância do grão em sua representação durante o processo de transformação industrial está ligada basicamente a dois produtos, um deles é o óleo que pode variar os teores entre 18% a 21% e o farelo que completa a composição com 79% (com teor de proteína em torno dos 45%).

 

O CRUSHING ou comumente conhecido como esmagamento é uma tecnologia crucial no processamento dos grãos da soja para obtenção de óleo e farelo, o processo é basicamente é dividido em três etapas distintas, uma delas é a preparação do grão, extração por solvente e o tratamento e armazenagem dos principais produtos e subprodutos processados. O ideal é que a soja esteja com umidade em torno de 13%, para isso o primeiro processo é a secagem, logo é realizado a separação da casca que é um subproduto e pode ser incorporado ao farelo.

 

O processo seguinte é a extração realizada por um equipamento chamado de extrator, após a passagem por esse a soja esmagada sofre dessolventização, tostagem, secagem e resfriamento do farelo. Com o processo de extração obtêm-se também o óleo a qual por meio da utilização de solvente e obtido através do processo de destilação simples, ambos os produtos oriundos do esmagamento dos grãos de soja são tratados posteriormente e armazenados. O óleo no estado bruto segue para o processo de degomagem com o objetivo de reduzir o seu teor de fósforo e o farelo segue para a moagem e adequação da granulometria.

 

A enorme contribuição no moderno processo industrial do esmagamento na cadeia da soja se deve a aplicação de tecnologia de ponta, engenharia de automação e controle industrial, máquinas e equipamentos modernos, sensores e atuadores, plantas totalmente automatizadas agilizando etapas e controlando com precisão todos os equipamentos e variáveis envolvidas ao longo do processo, e pôr fim a capacitação e mão de obra especializada que são fundamentais para o sucesso de toda a operação.

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