Categoria: Automação Industrial

MAPA – O elo de ligação para as ferramentas de software.

MAPA

O MAPA, (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) é uma sigla carregada de respeito e muita história, sua origem se dá ainda nos tempos do Império no Brasil, quando então criado pelo imperador Dom Pedro II, em 28 de julho de 1860 pelo decreto n° 1.067, ainda como status de Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.

 

Em 1892, com a proclamação da República e a secretaria transformada em Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, todos os assuntos de agricultura passaram e ser geridos por diretoria desta pasta. Em 1909 as atividades foram incorporadas ao, então criado, Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio.

 

O MAPA possui uma enorme responsabilidade com a nação, suas principais atribuições são a gestão de políticas públicas de estímulo à pecuária, fomento do agronegócio, regulamentação e normatização de serviços vinculados ao setor produtivo e integração do desenvolvimento sustentável e da competitividade, visando a garantia da segurança alimentar da população e a produção de excedentes para exportação.

 

Também intitulado por muitos dirigentes de renomadas entidades ligadas ao Agronegócio como “O CELEIRO DO MUNDO”, para tal atribuição, sob a gestão do MAPA encontram-se aspectos mercadológicos, tecnológicos, científico, ambiental e organizacional do setor produtivo e também dos setores de abastecimento, armazenagem e transporte de produtos das safras agrícolas, além da gestão da política econômica e financeira do agro.

 

No Brasil, o agronegócio contempla o pequeno, o médio e o grande produtor rural abrangendo todas as cadeias produtivas reunindo inclusive atividades de fornecimento de bens e serviços à agricultura, produção agropecuária, processamento, transformação e distribuição de inúmeros produtos até a mesa do consumidor final por meio de instituições públicas como a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e privadas. As principais sociedades de economia mista com grande reflexo em conjunto com o MAPA são a Casemg (Companhia de Armazéns e Silos de Minas Gerais), Ceasa/MG (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S.A) e a CEAGESP (Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo).

 

Vários itens discutidos acima remetem a uma conjuntura quase que exclusivamente única, unir gestão de transporte e abastecimento, controle de origem de matérias primas, sistemas de dosagem de precisão, segurança alimentar, eficiência energética e sustentabilidade, ciência e tecnologia entre vários outros atributos ligados principalmente a área de softwares de Automação e Controle Industrial de Processos.

 

Tais atribuições presam pela cadeia produtiva, imagine relatórios de processo de dosagens de produtos controlados por apenas algumas gramas sendo dosados em formulações de rações, processamento e mistura de fertilizantes líquidos e defensivos, processos envolvendo fertirrigação e sitemas hodropônicos, mas que por meio de relatórios aprovados por órgãos como o MAPA proporcionem segurança alimentar, o futuro é agora, e mais uma vez a tecnologia por meio da Automação Industrial está na vanguarda deste e tantos outros processos produtivos através da gestão moderna de dosasgens, disponibilizando informações instantâneas de variáveis de processos, garantido integridade com responsabilidade.

OEE – A Eficiência Global

Gráfico OEE

 

A eficiência geral ou global de máquinas e equipamentos (“Overall Equipament Effectivences”), ou comumente conhecido com OEE, é uma das ferramentas da qualidade desenvolvidas no Japão, mais precisamente sua criação está atribuída ao JAPAN INSTITUTE OF PLANT MAINTENANCE – JIPM (Instituto Japonês de Manutenção de Planta) onde sua criação deve-se ao cidadão japonês Seiichi Nakajima, pioneiro no desenvolvimento da “TPM”, sigla do sistema de manutenção produtiva total instituída no ano de 1971.

 

Por estar diretamente ligado a “TPM”, está por sua vez possui como pilares estruturais a falha zero e quebra zero das máquinas e equipamentos, indo de encontro a busca constante do defeito zero nos produtos aliada a perda zero nos processos, em virtude da adoção do OEE como indicador de qualidade, o mesmo tem por objetivo qualificar não apenas o desempenho das máquinas e equipamentos, mas a avaliação e melhoria contínua dos “Processos Produtivos”.

 

Como um excelente indicador e avaliador de parâmetros o OEE também está ligado de forma eficaz a um termo que talvez muitas pessoas desconheçam, o chamado “Lean Manufacturing” ou manufatura enxuta. A expansão da manufatura enxuta provocou a adoção do OEE em larga escala em muitas empresas com a filosofia do acompanhamento da produção industrial, pelo simples fato de proporcionar de forma simples e visualmente direta através de gráficos o quão uma máquina foi utilizada ou quantos itens bons foram produzidos ou até mesmo a capacidade produtiva entre equipamentos com a mesma finalidade, mas de fabricantes diferentes.

 

Esta importante ferramenta coleta várias informações de processo e as converte de forma simples e visual em dados estatísticos o desempenho industrial com o intuito de ajudar o GESTOR a enxergar principalmente perdas por qualidade, utilização, performance. Avançando ao longo do século XX para o século XXI o crescimento tecnológico, houve uma série de transições, nesta conjuntura não podemos deixar de analisar a incorporação cada vez maior de robôs industriais nos mais diferentes processos produtivos, unindo em uma estrutura robusta conhecimento técnico, análise de informações e tomada de decisão, TPM e OEE para avaliação também da tecnologia proporcionada pela robótica.

 

Seja o OEE uma importante ferramenta para robótica ou para a indústria de manufatura, a base é a mesma, gerar informações confiáveis de processos contínuos e principalmente automáticos em tempo real por meio de Engenharia de Automação e Controle, focada principalmente no modo de operação automático, uma vez que o modo de operação manual de muitos processos deixa a desejar pela precisão. O divisor de águas está no fato da Automação Industrial através do OEE moldar as informações conforme a necessidade do cliente, disponibiliza-las para análise instantaneamente, controlar os desvios em tempo real e tornar a tomada de decisão por meio das informações “ACERTIVA”.

PORTOS – Um modal estratégico

Shiploader

Das modestas “Caravelas” do século XV aos maiores navios “Cargueiros” no século XXI, imaginar o cenário mundial atual sem o livre comércio através dos mares dadas as dimensões oceânicas é algo totalmente improvável, até mesmo porque esse importante modal de escoamento de mercadorias possui características especiais e peculiares não só comparado ao tamanho, mas principalmente relativo ao volume de mercadorias que movimenta todos os anos.

 

Normalmente áreas produtivas, sejam elas agrícolas ou de manejo florestal, áreas de exploração e extração mineral ou até mesmo zonas industriais necessitam de outros importantes modais como o ferroviário e o rodoviário, eles são fundamentais para o escoamento de produtos e bens de consumo de regiões continentais até zonas portuárias localizadas em pontos estratégicos ao longo do litoral em referência aos principais portos mundiais.

 

Como eficiente sistema de transporte e logística o custo de transporte marítimo é normalmente menor em relação aos demais meios de transporte, numericamente apresenta forte influência na manutenção da balança comercial de qualquer país onde as “cifras” financeiras chegam a bilhões de dólares quando o assunto é comercialização de riquezas produzidas oriundas do PIB (produto interno bruto).

 

Atualmente a sociedade se beneficia deste modal principalmente pelo transporte de alimentos, destacam-se os cereais como principais produtos comercializados, o Brasil como “celeiro mundial” desponta como um dos maiores produtores e exportadores de grãos para diversos países, do outro lado do mundo a China torna-se o principal cliente brasileiro e o principal produto destinado ao país asiático é a soja e seus derivados no estado bruto (grãos) ou processados (óleo e farelo).

 

Alguns portos se especializaram na exportação de determinados produtos, o fato é que, foram desenvolvidos sistemas mecânicos próprios adequados as necessidades de cada modelo de navio em função da matéria prima embarcada, por exemplo, guindastes são empregados principalmente na movimentação de containers, esteiras são empregadas no transporte principalmente de minérios e carvão, complexos industriais equipados com gasodutos e oleodutos são a base para embarque de óleo e gás, além de produtos químicos, e não menos importante os Ship Loaders/Unloaders extremamente necessários para o carregamento e descarregamento dos porões dos navios graneleiros.

 

Máquinas e enormes navios fazem parte de um contexto envolvendo desde os terminais e silos de armazenagem, esteiras transportadoras, pesagem através de balanças de fluxo, chegando aos porões dos navios através dos Ship Loaders automatizados, é relevante o controle total deste processo de forma eficiente e contínua, a Automação Industrial é a chave para o sucesso deste modal que necessita constantemente do aprimoramento e modernização das tecnologias desenvolvidas e aplicadas tanto em hardware com em software.

DOSAGEM – Um universo de possibilidades!

Dosagem

A palavra dosagem tem uma ligação muito interessante com o passado, ainda no Egito antigo, nos primórdios da civilização esse povo desenvolveu as primeiras culturas através da criação de métodos de irrigação por meio de canais, pode-se dizer que naquela ocasião o simples fato de “DOSAR ÁGUA” ao menos no entendimento básico proporcionava um desenvolvimento satisfatório e pleno das lavouras.

 

Se no passado o simples fato de dosar um líquido era primordial para atender à necessidade fundamental de uma planta, imagine estender esse conceito e método para produtos sólidos, sendo mais específico, proporcionar dosagens com fertilizantes sólidos granulados conforme exigência nutricional exigidos por uma cultivar, temos então uma abrangência significativa conhecida como dosagem de líquidos e sólidos.

 

Diante de inúmeras mudanças, a evolução em termos de dosagem não estagnou no tempo, pelo contrário, surgiu cada vez mais a necessidade de novos produtos, aplicações, formulações, máquinas específicas atreladas ao controle de variáveis como temperatura, pressão, vazão, tudo isso com um propósito afim de obter um produto final, com características desejáveis, que na quase totalidade dos casos de certa forma foi dosado ou passou por um processo de dosagem.

 

Daquela época até os dias atuais imaginar o futuro das dosagens de líquidos ou sólidos seria difícil, talvez improvável, logo, áreas como automação, elétrica, mecânica e química juntas, proporcionaram um novo conceito em evolução para dosagens, juntar um líquido e um sólido em uma formulação, desta forma criar a partir de um novo conceito um novo produto, os chamados fertilizantes líquidos para aplicação foliar.

 

De forma geral empregar dosagens envolve as mais diversas finalidades, seja na elaboração de uma mistura de farinhas para bolos ou pães ou ingredientes adicionais para a obtenção de uma cerveja, a composição de uma ração para consumo animal, elaboração de tintas para proteção e tratamento de superfícies etc., porém não basta somente dosar, é preciso rastrear todo o processo e disponibilizar estas informações em relatórios específicos.

 

Pensar em dosagem é pensar em confiabilidade, é empregar a rastreabilidade de matérias primas a um processo qualquer e desta forma obter misturas balanceadas conforme sua composição química, neste contexto falta um elemento importante, utilizar a automação industrial para o pleno controle de todas as etapas envolvendo misturas com algumas poucas gramas até toneladas de produtos, com perfeição.

 

A automação tem uma enorme colaboração na rastreabilidade e dosagem de matérias primas, aliado a este aspecto está um item que merece destaque, a disponibilidade de todo um processo em forma de relatórios, não basta só dosar é preciso mensurar dados sejam eles analíticos ou condensados, mas somente a “automação + rastreabilidade + relatórios” vai proporcionar o equilíbrio fundamental no fluxo do processo produtivo.

Fábrica de Rações – Um “Case” de sucesso na AGROINDÚSTRIA

Fábrica de Ração

A NEXXUS EVOLUTION SYSTEMS mais uma vez está presente em um “CASE” de sucesso na área de nutrição animal, nossa solução foi destaque na Newsletter da empresa Elipse Software neste mês de Agosto, da qual a Nexxus desenvolve soluções empregando esta ferramenta de sistema de supervisão.

 

Acesse o link abaixo para conferir nossa solução, “ incluindo telas de processo” e os principais benefícios e funcionalidades do sistema referente a esta aplicação.

 

Elipse E3 reduz os custos com matéria-prima na fábrica de rações da Castrolanda – Cooperativa Agroindustrial LTDA

 

Rastreabilidade – Benefício ou necessidade?

Rastreabilidade

A palavra rastreabilidade não é de uso comum e frequente para a maioria das pessoas em nosso cotidiano, mas trata-se de um entendimento que deve ser difundido dia-a-dia, sua definição clara e objetiva quer dizer “a capacidade de seguir o rastro ou a pista”, sua importância é significativa no mundo moderno em virtude das exigências por padrões internacionais de qualidade.

 

De forma abrangente a rastreabilidade pode ser aplicada em inúmeros processos produtivos nos mais diversos segmentos, além das exigências cada vez maiores por mercados consumidores com alto padrão de excelência, muitas empresas valorizam seus produtos perante o mercado consumidor enfatizando esta prática que se tornou uma necessidade indo além de uma simples obrigação.

 

A rastreabilidade possibilita garantias tanto para as grandes empresas como para os varejistas, sua aplicação efetiva valoriza o consumo de produtos saudáveis de forma segura abrangendo etapas de controle desde o plantio passando pela colheita, industrialização, armazenagem, transporte, distribuição e comercialização frente ao consumidor final.

 

A prática de rastrear um produto é um diferencial em termos de segurança sendo ela alimentar ou não independentemente do tipo de matéria prima, claro que produtos alimentícios necessitam de uma atenção especial, mas nem por isso deve-se deixar de lado a análise e o controle da composição química na produção de um aço que será posteriormente empregado na construção de um veículo automotivo.

 

Em termos de rastreabilidade, a área da engenharia de automação e controle industrial contribui significativamente nos processos garantindo a padronização por excelência, a uniformidade dos produtos, o controle preciso nas dosagens e variáveis de processo, o ganho de produtividade e qualidade, o volume de informações disponibilizadas para acompanhamento e análise, dentre outros. Diante disso, empresas com foco no “diferencial” sabem que é primordial a AUTOMAÇÃO se fazer presente para garantir a qualidade do produto final.

Estudando e trabalhando com automação industrial

O profissional de automação industrial é responsável pela modernização de processos produtivos. Ele realiza testes, manutenção e medições em equipamentos de controle e de potência. Faz também levantamentos e diagnósticos de instalação de equipamentos; aplica ensaios e técnicas de medição. Especifica instrumentos e coordena equipes de implantação, manutenção e montagem. Elabora diferentes projetos, executa e instala sistemas de controle e automação. Planeja, analisa e inspeciona equipamentos eletroeletrônicos.
O campo da robótica e da produção industrial automatizada é atualmente elemento crucial para o aumento de competitividade.
As disciplinas mais específicas da área de Automação ensinam o estudante sobre sistemas de automação e controle e possuem muitas atividades práticas em laboratório, onde o aluno aprende sobre:

• Microcontroladores
• Controle de processos
• Instalação de sistemas de automação
• Comunicação de dados
• Robótica e manufatura integrada
• Controladores lógicos programáveis

Faculdades geralmente possuem convênios com indústrias que desenvolvem projetos dentro da instituição de ensino com a participação dos estudantes. Para muitos alunos, estes projetos constituem a primeira experiência profissional na área e são uma oportunidade para estabelecer contato com empresas antes de concluir a faculdade.

5 razões para automatizar processos

Produtividade: O tempo de produção diminui drasticamente com o trabalho sendo realizado por máquinas que trabalham sozinhas, com grande precisão e rapidez. Trabalhadores humanos estão sujeitos a cansaço não executando uma repetibilidade ideal de produção.

Qualidade: A qualidade do produto será melhorada suprimindo falhas humanas, como a falta de atenção ou cansaço. Testes de verificação também podem ser automatizados para atendimentos às normas vigentes a produção.

Segurança: Através de alertas e sensores em máquinas, pode-se monitorar e avisar sobre qualquer irregularidade de processo. São disponíveis tanto para problemas na produção quanto alertas de perigo para funcionários, diminuindo riscos. Empresas que cumprem normas de segurança como a NR12 reduzem estes riscos de acidentes.

Custo: Como o processo está menos suscetível a erros o desperdício de matéria prima também diminui, como também o tempo de produção para refaze-lo englobando-se neste caso como fator preponderante a energia elétrica. O custo de mão de obra também se reduz, já que, o número de funcionários necessários para a realização das tarefas é menor.

Controle: Com a criação de máquinas mais sofisticadas, uma vantagem da automatização é a possibilidade de mensurar e controlar o processo completo da produção. Toda indústria automatizada atualmente possui diversos controladores e sensores. As informações são armazenadas em bancos de dados onde posteriormente podem ser analisadas até remotamente.